“E à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal o amor.” (2 Pedro 1:7)
Pedro encerra esta sequência de virtudes com dois elementos que representam o ponto mais alto da maturidade cristã: o amor fraternal e o amor. É como se dissesse: “Depois de construir toda a base, agora chegamos ao topo da edificação.”
O amor fraternal (no grego, filadélfia) é o afeto sincero entre irmãos e irmãs na fé. É mais do que simpatia; é a disposição genuína de cuidar, apoiar e caminhar junto com o outro. Em uma comunidade cristã, o amor fraternal é o que mantém a unidade e testemunha ao mundo que somos discípulos de Jesus.
Mas Pedro não para aí. Ele diz que, ao amor fraternal, deve-se acrescentar o amor (agape), que é mais profundo e abrangente. É o amor incondicional, aquele que ama sem esperar nada em troca, que alcança até mesmo quem não merece, que perdoa e se sacrifica. É o amor com que Cristo nos amou, entregando-se por nós quando ainda éramos pecadores (Romanos 5:8).
Perceba que todo o progresso espiritual descrito desde o versículo 5 leva a esse ponto. Fé, virtude, conhecimento, temperança, paciência e piedade preparam o terreno para que possamos amar de forma verdadeira. O amor é o coroamento da vida cristã, a marca registrada de quem conhece a Deus (1 João 4:7-8).
Hoje, o Senhor nos chama a não ficar apenas no amor “possível”, que é o fraternal, mas a crescer para o amor “sobrenatural”, que vem Dele. Esse amor é a força que transforma corações, restaura relacionamentos e cumpre toda a lei (Romanos 13:10).
Adesa – Um Projeto de Vida
