“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Isaías 53:4”

O fato de Jesus ter vindo a este mundo onde sofreu e morreu não afasta a dor de nossa vida. Mas mostra que Deus não ficou sentado vendo-nos sofrer sozinhos. Ele se tomou um de nós. Assim, em Jesus, Deus nos permite observar pessoalmente e bem de perto a reação divina ao sofrimento humano. Todas as nossas perguntas acerca de Deus e do sofrimento deveriam, de fato, ser filtradas por meio do que conhecemos sobre Jesus.

Como Jesus reagiu à dor na terra? Quando se encontrava com alguém que sofria, Ele era tomado de profunda compaixão. Nenhuma vez ele disse: Ature sua fome! Sufoque sua dor!_”.

E, quando o próprio Jesus enfrentou o sofrimento, reagiu praticamente como
faria qualquer um de nós. Diante dele, recuou, perguntando três vezes se não havia outra saída. Não havia, e então Jesus provou, talvez pela primeira vez, aquele sentimento extremamente humano do abandono. Nos relatos do evangelho sobre a última noite de Jesus na terra, percebe-se uma luta violenta com o medo, o desamparo e a esperança – as mesmas fronteiras que todos nós enfrentamos em nossos sofrimentos.

O registro da vida de Jesus neste mundo deveria responder de modo definitivo à pergunta: Como se sente Deus diante de nosso sofrimento? Em resposta, Deus não apresentou palavras ou teorias sobre o problema da dor. Apresentou-se a si mesmo.

Reflexão inspirada em trecho do livro “Onde está Deus quando chega a dor” do escritor Philip Yancey

Adesa – Um Projeto de Vida