“Não porei coisa má diante dos meus olhos.” (Salmos 101:3)

O salmista faz uma declaração firme e pessoal: não porei. Ele assume responsabilidade espiritual sobre aquilo que permite entrar em sua mente e coração por meio dos olhos. Na Bíblia, os olhos não são apenas instrumentos físicos, mas portas da alma. Aquilo que contemplamos com frequência molda nossos pensamentos, desejos e atitudes.

Vivemos em uma geração marcada por excesso de imagens, informações e estímulos. Nem tudo o que é acessível é saudável. Há conteúdos que, embora comuns, corrompem silenciosamente os valores, enfraquecem a sensibilidade espiritual e nos afastam da presença de Deus. Por isso, o compromisso do salmista é muito prudente: proteger os olhos é proteger o coração.

Jesus reforça esse princípio ao dizer que “a lâmpada do corpo são os olhos” (Mateus 6:22). Quando escolhemos olhar para aquilo que edifica, nossa vida interior se enche de luz. Quando toleramos o que é mau, mesmo de forma sutil, abrimos espaço para trevas espirituais. Santidade começa com escolhas diárias, muitas vezes simples, porém decisivas.

Guardar os olhos não significa viver isolado do mundo, mas caminhar nele com discernimento. É escolher, todos os dias, honrar a Deus também no secreto, nas telas, nas conversas e nos pensamentos. Ao fazermos isso, experimentamos uma vida mais limpa, um coração sensível à voz de Deus e uma comunhão mais profunda com Ele.

Adesa – Um Projeto de Vida